segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1 mês depois

Olá Visitantes do nosso Blogue :)
Há imenso tempo que não vos damos notícias, mas temos andado muito ocupados com a preparação da Conferência.
Após algumas reuniões com a Directora da ESAS e depois de muitas tentativas de marcação de um dia para a realização da Conferência, conseguimos (finalmente!) marcá-la para o dia 5 de Abril, ás 10 horas. Será no Ginásio da nossa escola e terá como público-alvo todo o 12º ano.
Já temos finalizados os cartazes que vão anunciar o Conferência bem como o Power Point que apresentaremos na mesma.
Colocaremos aqui, assim que possível, as imagens dos cartazes.

Prometemos não ficar tanto tempo sem dar notícias!

Até à próxima.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Produtos

Numa das reuniões do grupo na Liga dos Amigos do Hospital Distrital do Barreiro, onde também estavam presentes os elementos do outro grupo de estagiários, foram-nos mostrados alguns produtos que as mulheres mastectomizadas poderão ter de usufruir: perucas, soutiens para próteses, soutiens de compressão, próteses mamárias e mangas elásticas.
Enquanto mostravam esses produtos, foi-nos também pedido para que pensássemos nas razões que poderiam levar as mulheres mastectomizadas a não adquirirem esses produtos.
As razões mais fortes por nós encontradas foram: o elevado preço dos produtos, a fraca qualidade dos mesmos, o carência de sítios onde os adquirir e a vergonha da mulher.
Abaixo encontram-se as reflexões feitas pelos membros do grupo.


Joana Farias

Vivemos num mundo onde não existem facilidades para nenhum ser humano que realmente precise de apoios e ajudas, e neste sentido refiro-me a pessoas com necessidades báscias como as mulheres mastectomizadas. Estas mulheres precisam de coisas básicas para o seu dia a dia: proteses, soutiens, etc. Mas será que as lojas onde se encontram estes produtos são todas de qualidade? Será que os preços são acessiveis a estas mulheres? A resposta para ambas as perguntas é negativa. As dificuldades que estas mulheres sentem relativamente à qualidade e preços de tais produtos são enormes, e por essa razão obrigam-se a andar com materiais "menos bons" em vez de puderem usufruir de bons materiais.
Esta situação aumenta a sua preocupação e vergonha, se estas mulheres já se sentiam envergonhadas na rua ou até mesmo em casa com familiares ou com o seu conjuge, pior é tendo poucas condições devido aos elevados preços.
É preciso arranjar um meio termo, um suporte para estas necessidades que para uns não são nada, mas para estas mulheres representam tudo.

Joana Santos

Na minha opinião, as razões que levam as mulheres mastectomizadas a não procurarem tanto esses apoios são, essencialmente a vergonha, o elevado custo dos produtos e a falta de locais para os adquirir.
Ao longo deste trabalho, aprendemos que uma mulher mastectomizada fica destituída de toda a sua feminilidade. Toda a sua auto-estima, se não tiver apoio suficiente, desaparece. Ora, desta forma, pedir ajuda, dirigir-se a uma loja onde comprar estes produtos, é, para a mulher, admitir que precisa de ajuda, admitir o seu problema, admitir que não tem mama, admitir que ficou sem o seu cabelo ao longo de todos os tratamentos a que foi sujeita. Sentirá vergonha e não irá adquirir os produtos de que tanto necessita.
O elevado custo dos produtos também constitui um grande problema. Os soutiens para as próteses podem ir muito acima dos 100€ , as próteses mamárias também atingem valores exorbitantes, as perucas podem ir muito acima dos 1000€. Em tempos de crise, como aqueles que actualmente vivemos, em que os ordenados muitas vezes não ultrapassam os 800€, em que os tratamentos para este tipo de doenças têm valores altíssimos são poucas as pessoas que podem realmente adquirir estes produtos. As que não possuem dinheiro suficiente, têm de recorrer a empréstimos bancários, por exemplo, o que agrava ainda mais a situação. Há ainda muitas empresas que se aproveitam do desespero das mulheres para terem qualidade de vida e, como sabem que estas mulheres fazem qualquer coisa para poderem ter estes produtos, vendem a preços elevadíssimos produtos de fraca qualidade. Quem fica a ganhar não são as mulheres mas sim a conta bancária destas empresas.
Penso que as mulheres não merecem esta tão fraca ajuda. Por um lado, uma mulher não deve sentir vergonha de adquirir estes produtos, pois é através deles que poderá sentir-se mais mulher e ultrapassar toda esta problemática da melhor forma mas, por outro, também ninguém se deve aproveitar destas mulheres criando uma especulação em torno do preço dos produtos. É necessário garantir um melhor acesso à compra destes produtos, ajudar a mulher a sentir-se mais à vontade a comprá-los. É necessária também uma maior verificação da qualidade destes produtos em relação ao preço e cabe-nos a nós fazer algo que, por mais pequeno que seja, possa mudar alguma coisa, nem que seja a mentalidade.

Susana Marques
Vivemos num mundo ganancioso, onde as próprias mulheres que tiveram de passar pelo cancro, são, quase que, obrigadas a comprar produtos de fraca qualidade por preços muito acima do seu valor real, para que as lojas possam ter mais 100% de lucro, exemplo disso, são as perucas que chegam a custar 200/300 € quando podiam custar apenas 70€ e serem de muito melhor qualidade. Sendo que a qualidade não tem de passar obrigatoriamente pelo facto de ser cabelo sintético ou não, mas sim pelo facto de ser feita directamente para o cliente e que sirvam o seu propósito, ou seja, dar a ideia de ser cabelo natural, pelo tempo que for necessário. Há que ter em conta que estas perucas são utilizadas pela maior parte das doentes oncológicas depois da quimioterapia, já que este tratamento provoca queda de cabelo, ou seja numa fase em que estão extremamente vulneráveis.
É também necessário criar lugares especializados para que as mulheres comprem os produtos que precisam, por exemplo, para a mulher mastectomizada, as próteses que devem ser sustentadas por soutiens especializados. É essencial minimizar o sentimento de vergonha que as mulheres sentem ao irem comprar o que necessitam para que sua auto-estima lhe seja restituída, ou mesmo para que os efeitos da cirurgia sejam minimizados.
Assim sendo, há que encarar o problema de frente e deixar de lado a ganância, só assim será possível dar o apoio necessário às pessoas que sofrem de uma doença que ataca grande parte da população do nosso mundo.

Tânia Albuquerque
Uma mastectomia é um processo muito delicado e que mexe muito com a mulher. Assim, todo o tipo de acessórios que a possam ajudar na sua recuperação são necessários e muito importantes. Exemplo disso são as perucas e os sutiens.
Foram-nos mostrados alguns exemplares tanto de sutiens como de perucas.
Seja por preconceito ou não, é comum a maior parte das pessoas olharem para alguém que, por exemplo, não tem cabelo de uma maneira diferente. Esta, que já se encontra fragilizada pela doença, ainda se vai sentir pior com os olhares das pessoas. Deste modo as perucas são um acessório que a vai ajudar, dando-lhe mais confiança. Existem no mercado (e como nos foi mostrado) perucas que aparentam ser cabelo real, outras nem tanto, mas de qualquer maneira são uma ajuda para a mulher. Com os sutiens passa-se a mesma coisa. São de uma importância incalculável para quem nunca passou por tal processo. Mas calculo que sejam de uma importância quase vital uma vez que são as mamas da mulher uma das suas maiores marcas de feminilidade. Estes vão ajuda-la a sentir-se o mais confortável possível. O problema destes acessórios passa por varias razões, como os poucos sítios onde podem ser adquiridos, a vergonha que a mulher sente em precisar de comprá-los e o elevado preço. Estes acessórios são extremamente caros, embora o fabrico dos mesmos seja barato e é difícil para a mulher suportar tais custos. Acho, portanto necessário não só a existência de mais locais onde as mulheres possam adquirir produtos de qualidade como também que os preços diminuíssem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Olá a todos!

Esperamos que o ano tenha começado bem e pedimos desde já desculpas por só agora vos trazemos noticias, mas temos andado um pouco atarefados.
Este período vamos ter várias actividades, nomeadamente uma acção de sensibilização e uma palestra, ambas sobre o Cancro da Mama e sobre as Mulheres Mastectomizadas. A palestra poderá vir a ter convidados especiais, mas ainda não vamos revelar quem são para vos deixar na expectativa e para vos fazer ficar atentos aos próximos posts. Preparem-se :)

Cumprimentos e continuação de Bom Ano.
 Aguardamos perguntas, sugestões ou críticas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mensagens de Natal

Decidimos deixar as nossas mensagens pessoais de Natal disponíveis no nosso blogue. Leiam e reflictam. É uma óptima altura para tomarem essa atitude. FELIZ NATAL 

Quando penso no Natal imagino uma época do ano em que o espírito de ajuda, harmonia, paz e amor se soltam mas, no entanto, é pena que quando olhamos para a realidade dos dias que hoje vivemos não seja essa mesma realidade que se veja. Tenho realmente pena que o Natal se tenha transformado numa época excessivamente consumista e é ainda com mais pena que olho e reparo que os ideais a que outras gerações mais antigas davam prioridade como aqueles que referi no inicio tenha sido posto um bocado de lado. Pensem nisto e mudem a vossa maneira de pensar. Feliz Natal!
Carlos Silva

O Natal nos dias de hoje, é infelizmente uma época consumista acima de tudo. As pessoas deixam de dar o devido valor à família, focando-se nas prendas que dão uns aos outros. E isso está errado. Esta época de consumismo devia passar a uma época de entreajuda. Devíamos ser solidários e apoiar quem mais necessita. Não só nestas alturas, mas sobretudo, e já que esta altura é propicia a isso, apoiem as pessoas carenciadas. Façam como nós, que estamos a estagiar na LAHDB e ajudem!
Joana Farias

A magia do Natal perdeu-se, é um facto. A festa da família deixou de ser a festa da família para passar a ser a festa "vamos-às-compras-que-todos-querem-prendas". Toda a gente sente uma obrigação enorme de oferecer um bem material à mãe, ao tio, ao primo, ao vizinho e se não têm dinheiro para o fazer ficam mal consigo próprios, envergonhados. Peço-vos que pensem se é este Natal consumista que deve ser valorizado ou se não é muito mais importante louvar o verdadeiro Natal - o do dar e o do receber amor, carinho, compreensão, entre-ajuda. Façam algo que tenha realmente valor, não corram para o centro comercial nem gastem dinheiro em coisas que no dia 26 de manhã já estão esquecidas. Procurem antes ajudar quem mais precisa! Feliz Natal.
Joana Santos


O espírito natalício tem vindo a estar ligado não à ajuda ou à solidariedade, mas sim ao consumismo. Felizmente ainda há quem se lembre de que existem pessoas que não têm possibilidades de passar um Natal em família e queira de qualquer forma ajudar e na minha opinião ganhamos muito mais do que com qualquer prenda material que possamos dar ou receber. Não percam a verdadeira essência do Natal, ajudem! Antes, durante e depois da chamada Época Natalícia; afinal de contas Natal é quando o Homem quer, e se o Homem quiser pode ser todos os dias.
Tânia Albuquerque

É nesta época que as pessoas mais estão dispostas a ajudar e fazer voluntariado, no entanto, esquecem-se que quem precisa de ajuda no Natal também precisa no resto do ano. Porém, um principio pode ser o que o nosso grupo está a fazer - voluntariado graças à disciplina de Área de Projecto. Talvez outras pessoas continuem a ajudar quem mais precisa depois da época natalícia.
Deixo aqui o meu apelo.
Um Feliz Natal cheio daquilo que mais desejam e um óptimo Ano Novo!
Susana Marques

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Balanço do 1º Período

Com a aproximação do final do ano lectivo, chegou a altura de fazermos um pequeno balanço de tudo o que já foi realizado até agora.
No início não tínhamos noção de que este trabalho seria tão exigente como está a ser, embora este "exigente" seja num bom sentido pois o que fazemos fazemos por gosto e, no fim, todas as manhãs que acordamos cedo, todas as tardes em que ficamos a trabalhar na LAHDB, todas as noites que perdemos trabalhando em conjunto na Internet, trocando impressões sobre todas as actividades que temos vindo a realizar e idealizando novas actividades, acabam por ser recompensadas com a gratificação que este trabalho nos dá. É bom sentirmo-nos úteis, abordando temáticas como o cancro, mostrando a todos os que nos rodeiam como é importante ajudar quem precisa. Este trabalho tem-nos aberto horizontes, tem-nos tornado muito mais adultos e responsáveis e acabamos por nos surpreender a nós próprios por estarmos a desenvolve-lo.
Assim, continuamos muito empenhados e entusiasmados com o mesmo e esperamos que tudo corra pelo melhor, no segundo período, como tem corrido até aqui.
Mas não pensem que, lá por estarmos de férias, vamos parar. Não, nada disso!Durante o período do Natal continuaremos a visitar a LAHDB e tentaremos desenvolver o nosso trabalho teórico onde falaremos da instituição, da temática do cancro da mama e onde apresentaremos o nosso projecto prático.

Aguardem mais novidades!